
Mobilizados pelo Comitê de Defesa da Democracia do Maranhão, os trabalhadores pretendem ficar instalados no local até o julgamento do processo movido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela coligação “Maranhão – A Força do Povo”, que apoiou a candidatura da senadora Roseana Sarney (filiada à época no PFL), sob alegação de abuso de poder econômico na eleição de 2006.
“A idéia é permanecermos mobilizados até o julgamento do processo do TSE, fazendo um trabalho de divulgação”, informou Jonas Borges, um dos coordenadores do comitê de Defesa da Democracia do Maranhão e coordenador do MST no Maranhão.
Os trabalhadores são procedentes de vários municípios maranhenses. Parte deles vem de Vargem Grande, precisamente do Rio Manga, onde eclodiu a Balaiada, que em 13 de dezembro próximo completa 170 anos. Ao menos três ônibus são esperados hoje trazendo trabalhadores de acampamento de Sem Terra para São Luís.
Há três semanas a coordenação nacional do MST lançou um manifesto de apoio a Jackson Lago, repudiando as manobras golpistas dos interesses da oligarquia maranhense sob comando do senador José Sarney (PMDB-AP). Dentre os signatários do manifesto aparecem nomes como João Pedro Stédile, pela coordenação nacional da Via Campesina Brasil, Frei Beto, Roberto Amaral, entre outros.
Vários manifestos em apoio ao governador e contrários à cassação circulam pelo estado. Líderes de movimentos sociais como Fetraf, Fetaema, Aconeruq estão mobilizados em apoio ao governador eleito.
O trabalhador rural Vicente Silva, do acampamento Cristina Alves, localizado em Itapecuru-Mirim, disse que vai permanecer em frente ao Palácio dos Leões até que o governador Jackson Lago tenha a confirmação de que concluirá seu mandato.


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